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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Repetir, repetir, repetir...

No passado recente lia com regularidade,  pelo menos, um jornal semanário e assistia aos noticiários da TV. Actualmente, confesso, não leio jornais e com menos frequência vejo as notícias da TV ou ouço as da "rádio". Estou "enjoado" Tenho a "sensação" que vão buscar todas as notícias à "mesma mercearia". É tudo idêntico. Com estas doses maciças das mesmas "não notícias" acabei por me "desabituar".
Lembro-me da "Laranja Mecânica" e daquelas "sessões terapêuticas" com base em filmes porno e com violência a que foram sujeitos criminosos em "recuperação".
Para convencer é preciso repetir, repetir, repetir sempre a mesma frase, a mesma palava, a mesma sílaba, até impregnar o ouvinte e a multidão. A multidão está, actualmente, em casa à frente da TV. Chega a notícia ou a "não notícia" e ninguém vai perceber e muito menos compreender se é verdade ou mentira. A "postura" (não é a das galinhas) a sonoridade, a frase, a cadência das silabas, os gestos ritmados e o apelo à facilidade e ao "prazer" fazem milagres. Ninguém se interessa por trabalhar e por objectivos que exijam esforço. Cai que nem ginjas na multidão. As multidões não pensam. Querem ilusões e prazeres.

domingo, 24 de abril de 2011

Alienações modernas a cheirar a mofo

Nestes tempos de pausa nos quais se festeja no Mundo Cristão a imolação do Cordeiro, personificada em Cristo, revisitei alguma prosa, à falta de €€,€€ para comprar nova.
Dei de caras com um pequenino livro - A Psicologia da Multidões de Gustavo Le Bon. Foi apresentado numa época, creio que em 1932, quando toda a gente se admirava com as descobertas beahvioristas aproveitadas pelo nazismo. As posições de Gustavo Le Bon foram muito criticadas e ridicularizadas.
Reza assim a páginas tantas: "A Filosofia, apesar de todos os seus progressos, ainda não conseguiu oferecer aos povos nenhum ideal capaz de os encantar. Uma vez que as ilusões lhes são indispensáveis eles voltam-se por instinto, como os insectos que se aproximam da luz, para os retóricos que lhes oferecem essas ilusões." Vale a pena ler. Replicações para quê?
As luzes, os sons inebriantes e as palavras repetidas até à exaustão em cada noticiário, comentário, fazem milagres...Os cordeirinhos seguem para a "matança", alienados.